David Byrne e o que há de bom no Lollapalooza – Parte 1


Byrne

Não são só cabelos brancos 

A presença de David Byrne é a primeira coisa que chama a atenção na lineup 2018 do Lollapalooza BR. Lançando seu novo álbum “American Utopia”, o celebrado líder dos Talking Heads volta à cena 14 anos depois desde “Growing Backwards” de 2004.

Voilá! Curitiba será brindada com um dos quatro shows extras que o artista fará no Brasil, no dia 26 de março, no Teatro do Positivo. No Lolla, ele tocará no sábado, dia 24, segundo dos três dias do festival que acontecerá no autódromo de Interlagos, em Sampa, reunindo perto de 70 mil almas humanas a cada dia.

MÚSICA DE TRABALHO – “EVERYBODY IS COMING TO MY HOUSE”

https://www.youtube.com/watch?v=euEgyXoOonk

Esta é a sétima edição da versão brasileira do festival itinerante criado em 1991 por Perry Farrel, vocalista do Jane’s Adiction, e que, a partir de 2005, passou a fixar sede em Chicago, Illinois. Em 2011, ganhou a primeira versão no exterior, em Santiago do Chile, e no ano seguinte estendeu tentáculos para São Paulo, Brasil.

Byrne se destaca não apenas pelos cintilantes cabelos brancos no meio de lista tão up-to-date do cenário mainstream musical mundial mas principalmente porque é dono do mais respeitável currículo entre tantas bandas e cantores consagrados e também por ter exercido notória influência sobre boa parte do que se ouvirá (ou que se tem ouvido nos últimos anos) no Lollapalooza.

O novo trabalho de Byrne foi colocado oficialmente no mercado e plataformas digitais no dia 9 de março. Os Lollas Chile e BR terão o privilégio de estar entre os primeiros palcos da sua turnê mundial. O disco, porém, havia sido disponibilizado na rede, em primeira audição, no dia 1º de março pelo site de música da npr – rede pública estadunidense de geração e difusão de notícias (www.npr.org/music).

FULL ALBUM – LINK PARA POST DO SITE DA “NPR MUSIC”

https://www.npr.org/2018/03/01/589142182/first-listen-david-byrne-american-utopia

E, como era de se esperar, Byrne retorna cintilante como os seus cabelos brancos. Explícito, verdadeiro e sem concessões, perfila canções ao seu estilo questionador e iconoclástico, com mensagens diretas em oposição ao discurso direitista da Era Trump. Byrne é humanista, é universalista, é vanguardista. Sempre foi.

Byrne não combina com o culto à beligerância, à falta de educação, como já cantava em Psycho Killer: “I hate people when they’re not polite”. E agora descreve como utopia americana a seguinte cena: “Then the press boys thank the president / And he tells them what to say / There’s a photo opportunity / And then they’re sent away”, em “Dog’s Mind”, quarta das dez faixas do álbum.

Byrne é um senhor que, aos 65 anos de idade, faz experimentações com elementos eletrônicos sabendo que, na era da eletrônica, quem manda são os DJ’s. Por isso, se juntou a um monte deles no disco. Uns dez pelo menos, todos, segundo ele próprio, monônimos: Happa, Koreless, Airhead, MMPH. Byrne é daqueles caras imperdíveis (nem que seja só pra dizer “eu vi”) que eu vou perder.

ARTIGO DO NYT, EM 07/03/2018, POR ROB TANNENBAUM:

https://www.nytimes.com/2018/03/07/arts/music/david-byrne-american-utopia.html

O alívio foi saber dias atrás que os ingressos para o sábado e domingo do Lolla haviam se esgotado. Sendo assim, parei de sofrer por não poder ir assistir não só ao David Byrne mas também a uma pá de artistas e bandas que faria questão de pagar pelos três dias de shows não fosse, claro, essa maldita e insistente limitação financeira a me perseguir.

 

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