10 motivos para você NUNCA votar em um(a) candidato(a)

GuilhermeZawa

1- Espiritual:

Não vote nunca em quem não se aproxima dos mais altos padrões de manifestação de amor ao próximo. Preste atenção na sua fala. Se seu candidato se utiliza frequentemente de palavras como: aniquilar, expulsar, acabar, extirpar, metralhar, terminar, enxotar, e mesmo que ele diga que “é só brincadeira” essas palavras denotam o mais profundo do seu entendimento de mundo, a maneira como ele enxerga as coisas. Tal pessoa se encontra ainda incapaz de pensar em termos de amor universal, empatia, respeito ao diferente e união entre as pessoas.

 

2 – Cívico:

Não vote em quem não tem experiência. Veja os projetos que seu candidato apresentou em sua carreira política. Veja também sua posição diante dos principais temas da história recente. Não vote em quem tem um currículo medíocre, isso denota que ele não terá nenhuma noção de como governar um país grande e complexo. Não pense só no seu umbigo, pense nos problemas de todos as pessoas vivas hoje aqui e agora. Vote em alguém que dê conta de tudo isso.

 

3 – Democrático:

Nunca vote em quem é contra a democracia, pois quem é contra isso automaticamente é à favor de ditaduras. Repare o posicionamento de seu candidato quanto às ferramentas de exercício da democracia, como o plebiscito e o voto. Só tem medo de plebiscito quem tem medo de ser contrariado e gosta de ver as suas vontades realizadas à qualquer custo. Um candidato assim não possui uma alma democrática e está muito mais propenso às autocracias. Repare também como ele se comporta com as pessoas que discordam dele, pois conviver com o diferente é o cerne de uma alma democrática.

 

4 – Ético:

Nunca vote em candidato que não apóia os Direitos Humanos. Frases do tipo “direitos humanos é só uma turma que defende bandido” simplifica um trabalho sério e comprovadamente eficaz de combate aos maiores horrores sofridos pela humanidade como a tortura, a escravidão, a exploração sexual, o genocídio e o abuso. A carta dos Direitos Humanos foi conquistada enquanto a humanidade padecia ainda dos horrores da guerra e é a primeira cláusula a ser seguida nos códigos de conduta de inúmeros profissionais. Ser contra os direitos humanos é duvidar das mais horríveis mazelas que nos acometem e ainda debochar de quem dá a vida para combate-las.

 

5 – Econômico:

Organizamos tudo para sermos melhores, vivermos melhores. E qual o instrumento de mudança? A economia. Através dela esperamos mudar nossas vidas para melhor. Mais daquilo que faz crescer, menos daquilo que atrapalham o crescimento é o que esperamos. Saúde, educação e segurança de primeira. Tudo isso vem através do crescimento econômico. Acompanhe de perto as propostas de seu candidato e não vote em quem não sabe nada sobre economia, do contrário seria como contratar alguém que não sabe cozinhar para dirigir um restaurante.  Ele não sabe como as coisas funcionam direito e por isso vai mais errar do que acertar.

 

6 – Cultural:

A gente não quer só comida. Um povo expande sua consciência através da arte e da cultura. Não vote em quem não apoia as artes, o teatro, a dança, a música e os museus. As artes e a história fazem indagar e lembrar que o mundo ainda é algo a ser construído. Estar diante da arte é estar diante da liberdade de pensamento. Observe como seu candidato se comporta diante de temas importantes e polêmicos da arte e cultura atual. Se não ler livros, não gostar de arte e não frequentar museus podem fazer de você uma pessoa menos culta, ser contra tudo isso te faz com certeza uma pessoa de tonalidades fascísticas. Repare como seu candidato se comporta frente às artes e você verá como ele se comportará diante da liberdade dos outros.

 

7 – Ambiental:

Crescimento econômico e meio ambiente parecem não se dar bem, por isso precisamos achar um meio de crescermos e ainda continuarmos vivo no planeta. Veja quais são as propostas de seu candidato para regular as coisas e também fornecer novos meios econômicos de obtermos a harmonia que já tivemos. Não vote em candidato que não apoie iniciativas que resguardem a natureza em detrimento do crescimento econômico.

 

8 – Moral:

Não vote em quem conhece bem a lei e se aproveita de suas brechas para o próprio proveito. Candidatos que falam coisas do tipo “mas está na lei, por isso eu não burlei a lei” não sabem a diferença entre moral e ética. Moral está para leis e costumes, enquanto ética é uma cobertura simbólica que nos guia mesmo quando as leis não fazem mais sentido. Candidatos que mantém regalias enquanto a economia do país sofre, que usam subterfúgios legais para “esquentar” dinheiro de campanhas, que contratam mais assessores do que precisam, têm uma comprometimento muito frouxo com a ética e anunciam uma personalidade aproveitadora e não um caráter de sacrifício pessoal pelo bem da nação.

 

9 – Postural:

Repare como seu candidato fala diante de câmeras e de pessoas. Não vote em quem não é capaz de se controlar e dá chiliques em público. Não vote em candidato(a) que se comporta como pai, mãe, chefe, salvador(a) ou gosta de ser percebido como uma autoridade. Político não é e nunca foi autoridade. Político é representante. Autoridade somos nós, o povo, chefes dos políticos. Uma falsa percepção quanto à próprias capacidades introduz uma visão simplista de governo. A máquina do Estado brasileiro é intrincada. Se apresentar como quem irá “por ordem na casa” sugere despreparo mental do(a) candidato(a) quanto às relações de poder intrínsecas à administração de um governo com instituições de altíssimo nível de complexidade que guardam para si a proposição de avançar um país inteiro. Observe também como seu candidato se comporta em debates, se ele debate idéias ou ataca a pessoa do debate.  Atacar a pessoa ao invés das ideias faz parte do cronograma de operação de todo sistema político perverso. Tanto de direita quanto de esquerda.

 

10 – Político:

A democracia é para todos. Perceba se seu candidato é do tipo excludente, aquele tipo que quer apenas melhorar as coisas para si mesmo, para sua família, para sua religião, para sua classe, para sua cor de pele, para sua orientação sexual e/ou para seu segmento econômico. Vote apenas em candidatos do tipo includentes, aquele tipo que inclui a melhoria e o progresso para todos os tipos de pessoas que existem. Mesmo que sejam muito diferentes do tipo dele. Perceba também quais são as suas propostas reais. Discursos do tipo “quando eu entrar tudo vai voltar a ser melhor” só fomentam a fantasia de que uma pessoa sozinha vai resolver tudo por nós. Veja se suas propostas são concretas, pois se forem do tipo “eu sou o melhor e vou chamar os melhores quando for eleito” ou ainda “isso é tudo culpa do grupo X, quando assumirmos tudo vai melhorar” abrem um discurso infantilizado, pois nenhuma idéia ou problema está realmente sendo debatido. Se aprofunde nos projetos de seu candidato, se eles parecem muito simplistas, é porque são mesmo e não funcionarão na prática.

 

E lembre-se:

Ninguém “é” político, apenas se “está” político. E só por quatro anos.

Nenhum político é insubstituível. Nenhum.

Não seja entreguista. O mundo só vai mudar se os padrões de ética de todos (isso inclui você) se elevarem.

Deixar as coisas como estão para ver como que fica vai deixar tudo como sempre foi.

Os fins não justificam os meios.

Qualquer um destes itens devem ser evitados. Se seu candidato falha em todos, pense melhor.

 

Imagem: Laerte

Anterior A VOZ DA VEZ - EXIBIDO EM 25/09/2018
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