A reinvenção das Galerias de Arte na era Instagram

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Redes sociais estimulam a inovação da venda de arte para um público que consome cada vez mais cultura online

 

Desde seu lançamento, o Instagram vem mudando a relação que temos com diversas áreas, e não poderia ser diferente com a arte. Além de permitir o consumo gratuito da arte, a rede social também possibilita autoria compartilhada. Esse fenômeno tem nome: Instagramismo, cunhado pelo teórico em cultura digital Lev Manovich.

Para atrair o público, é comum ver locais se tornando “instagramáveis”, com arquitetura e decoração que chamam a atenção de quem busca cenários bonitos e diferentes para alimentar o seu feed. “A venda de arte também foi afetada pelas redes sociais, e para não ficar para trás, investimos no e-commerce das obras que ficam expostas na galeria”, conta Guilherme Zawa, artista visual e curador da Galeria AIREZ, em Curitiba.

Aderir às redes sociais se tornou mandatório, não só para atrair novos públicos, mas também para se aproximar dos visitantes assíduos. Realizar eventos temáticos e abertos também é uma alternativa para manter as galerias sempre em evidência. “Precisamos ter um atrativo que chame o público ao local e o faça querer apreciar a arte presencialmente, e não pela tela do celular. Por isso, é preciso inovar e oferecer experiências sensoriais e tridimensionais”, explica Zawa.

A Galeria AIREZ, por exemplo, fica em um hub que conta com a presença do Ginger Bar, da Editora Barbante e a Galeria Ponto de Fuga. Localizada na Rua Saldanha Marinho, uma das ruas mais frequentadas pelo poeta Paulo Leminsk, a Galeria conta com outras atrações culturais para públicos diversos.

 

Sobre a Galeria AIREZ

A Galeria AIREZ representa artistas independentes no mercado nacional e internacional. É uma galeria de arte processual com um espaço físico para apresentação e desenvolvimento de processos artísticos experimentais.

 

Sobre Guilherme Zawa

É idealizador da Galeria AIREZ e, também, do W.Imago Ateliê de Criação Artística, que se dedica a aulas, oficinas e projetos sobre o fazer artístico em São Paulo e em Curitiba.

Zawa atua por meio da arte lens-based e da suspensão de conceitos através da palavra. Realiza exposições de suas obras em galerias, eventos e museus de arte em São Paulo, Lisboa, Buenos Aires, Curitiba, Rio de Janeiro, Niterói e Nova Iorque.

É Orientador para projetos Autorais e trabalha a arte como aspectos de sublimação de percepções e da metáfora enquanto forma estrutural capaz de estabelecer novos significados.

Como Agitador Cultural da cena paranaense, realizou dezenas de projetos expositivos e artísticos, entre eles o CLIF – Curitiba Luz Imagem Fotografia, que conta com o apoio da comunidade, do Museu Oscar Niemeyer e da Fundação Cultural de Curitiba/Prefeitura de Curitiba.

Atua como analista, sobretudo na arte como experiência com o real. Vive e trabalha entre Curitiba e São Paulo.

 

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