Catavento

WagnerRengel;FaenaRossilho

Crédito: Faena Rossilho

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E eu que nunca fiz
Nem barcos de papel
Já vi fazer e nunca aprendi

Só fiz aviões para brincar com os ventos de fora

esses que não sopram velas
não giram moinhos
não erguem pipas
nem aí estão para as engenhocas dos homens

São os melhores
não se servem para nada
pegamos pela rabiola
na surpresa
no etéreo tempo de um vôo

Mas ali está o cata-vento
disfarçado de flor
querendo enganar o vento
talvez aquele desavisado que chega frio lá do sul.

 

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