‘Chão de Estrelas’: paraibanos brilham em elenco de série no Canal Brasil


Cinco paraibanos brilham no elenco dessa série (provocação criada por Hilton Lacerda a partir do filme ‘Tatuagem’, girando em torno de um grupo teatral anárquico, formado por integrantes com origens e histórias diversas, que ocupa um casarão no Centro Histórico do Recife).

Já estão disponíveis no Canal Brasil os sete episódios da série ‘Chão de Estrelas’ no Canal Brasil do GloboPlay. A produção tem como diretor pernambucano Hiltinho Lacerda (o mesmo dos longas-metragens ‘Tatuagem’ e ‘Fim de festa’). Na estreia, todos ficaram disponíveis ainda nos serviços de streaming Canais Globo e Globoplay +Canais ao Vivo.

Ana Marinho, Sebastião Formiga, Soia Lira (remanescente de ‘Tatuagem’), Ana Paula Gaspar e Fernando Teixeira são os artistas paraibanos nessa produção, contracenando com nomes como Esther Góes, Titina Medeiros e Nash Laila. O roteiro é da Carnaval Filmes, com produção de João Vieira Junior e assistência de direção de Milena Times e Anny Stone.

“Faço o Walter, o irmão agregado à familia do irmão mais velho, meio pai. Ali, ele pratica seus trambiques nessa família rica. Participar da série é esse encontro cheio de aprendizado! Uma série que desvela mascaras. Uma produção sobre o desmontes das oligarquias e o fiasco do patriarcado”, disse Sebastião Formiga.

Sebastião Formiga já atuou na série ‘Onde nascem os fortes’ e no filme/série ‘O nó do diabo’. Soia Lira brilha no teatro e no cinema, como na peça ‘Vau da Sarapalha’ e nos filmes ‘A Árvore da Miséria’ e ‘Pacarrete’. Fernando Teixeira é ator e diretor de peças como ‘ABagaceira’ e ‘Esparrela’ e atuou em filmes como ‘King Kong en Asunción’,  ‘Aquarius’, ‘Rebento’ e ‘Baixio das Bestas’. Ana Marinho tem atuações primorosas nas peças ‘Quincas’ e ‘Razão para ficar’.

“Criar a série ‘Chão de Estrelas’, uma leitura contemporânea e aprofundada do grupo de teatro do filme ‘Tatuagem’, foi um dos trabalhos mais excitantes que já realizei em minha vida. E o resultado desse esforço, ladeado pelo auxílio luxuoso de toda a equipe, é uma narrativa delirante, que representa bem minhas inquietações sobre o atual estado das coisas. ‘Chão de Estrelas’ é puro conflito, em todos os níveis, e mergulha num universo onde várias artes comungam do mesmo fim: promover uma incômoda festa que nos sirva de barricada no presente para nos escudar lá no futuro. E com arte. Muita arte”, descreve o diretor Hilton Lacerda.

Chão de Estrelas é um grupo teatral cujas montagens são voltadas ao experimento da linguagem. Eles ocupam o casarão de Dionísio (Paulo André), famoso e recluso artista plástico às voltas com os fantasmas de seu passado. Dentro da casa, um espaço vivo e pulsante, vivem, além de Dionísio, Adão (Giordano Castro), Thelma (Nash Laila), Ícaro (Gustavo Patriota) e a mais nova integrante, Sônia (Uiliana Lima). A eles, juntam-se outros integrantes como Ériko (Dante Olivier), Veludo (Matheus Félix), Eneida (Ana Paula Gaspar), Depressílvio (Mário Sérgio Cabral) e Leninha (Ana Marinho), que auxilia o grupo na manutenção do espaço, além de ser antiga moradora do casarão.

“A série nos provoca para experimentar e saborear a arte como uma arma. Uma arma que está ao nosso alcance para lidar com nossos fantasmas e com os fantasmas do mundo. Produzir cultura hoje no Brasil já é em si um ato de resistência. E produzir uma série que fale sobre o poder da criação como ferramenta de confronto e de construção social e política é um prazer e um necessidade”, afirma Nara Aragão, produtora da série.

Com o risco de perder o imóvel, arrematado por uma poderosa construtora, o Chão de Estrelas inicia um movimento pela manutenção do espaço. A partir daí, passam a sofrer ataques externos, gerando atritos dentro e fora do grupo. Os pais de Soninha, casal de pastores midiáticos (Sandro Guerra e Titina Medeiros), junto com a família de Thelminha, uma tradicional família pernambucana ligada à construtora e comandada pela matriarca Pompéia (Esther Góes), lideram esses ataques.

Está posta a mistura perfeita para a batalha criativa, onde arte e resistência lutam para falar a mesma linguagem, e a memória é o combustível para enfrentar o presente e modificar o amanhã. No final de cada episódio, há depoimentos dos personagens sobre conflitos próprios e coletivos que ajudam a costurar a trama.

“Eu sinto uma alegria enorme em lançar uma série com quase sete horas de conteúdo no Canal Brasil, essa alegria tem o mesmo tamanho da minha preocupação ao perceber que não tenho respostas a dar quando alguém me pergunta pela segunda temporada – sim, temos uma história com potencial fantástico para uma segunda temporada. Olho no horizonte e não vejo como financiar novas obras audiovisuais independentes em curto tempo nesse cenário tão pessimista para a cultura brasileira, pois quem deveria estar defendendo nossos bens culturais, parece mais empenhado em fragilizar e paralisar a cadeia da produção cultural”, lamenta o produtor João Vieira Jr.

Os episódios inéditos vão ao ar às sextas, às 22h30, com reprises nas madrugadas de domingo para segunda, às 2h; nas madrugadas de quarta para quinta, às 4h; e às segundas, 0h30. 

Fonte: blog.portalt5 / telaviva
Foto: Reprodução /  Divulgação