Comitê Olímpico Brasileiro (COB) corta mais de R$ 40 milhões de despesas devido à pandemia do novo coronavírus

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Foto: Divulgação/COB

A pandemia causada pelo novo coronavírus continua e a realidade de milhões de brasileiros segue se adaptando. Independente do campo, instituições, empresas e pessoas buscam entender como funciona esta nova ordem mundial. Dentro do esporte, além dos campeonatos que são cancelados, a rotina de treinos dos atletas que são alteradas, há, também, a redução de investimentos no setor. Desta vez, foi a vez da maior entidade do esporte brasileiro, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), anunciar o corte.

Nesta terça-feira (19), o COB anunciou, por meio de uma notícia divulgada no próprio site, uma série de medidas (leia abaixo) que tem tomado para se adequar as exigências financeiras que a pandemia impôs a organização.

“Estamos trabalhando árdua e incessantemente para buscar alternativas que permitam que o Movimento Olímpico Brasileiro supere a crise provocada pela pandemia da melhor forma possível. Nossa preocupação é garantir a sustentabilidade de todo o sistema olímpico e também uma preparação adequada aos nossos atletas para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Além disso, o COB se mobiliza ainda para inspirar e sensibilizar a sociedade no combate à COVID-19”, diz o presidente, ao site, do COB, Paulo Wanderley Teixeira.

 

Foto: Divulgação/COB

 

Confira a lista de ações do COB:

As principais ações até o momento nesse sentido foram:

• Redução de despesas do COB de ordem administrativa e de projetos em 2020 de cerca de R$ 43 milhões;

• Garantia do orçamento dos recursos descentralizados das Loterias no valor de R$ 120 milhões para as Confederações Olímpicas, conforme orçado e divulgado;

• Revisão dos critérios de distribuição dos recursos da Lei 13.756/18 para 2021;

• Estudo para uso de recursos da Lei 13.756/18 destinados à atividade fim em 2020 para 2021;

• Solicitação da revisão dos limites da portaria 341/18 à Secretaria Especial do Esporte;

• Repatriação de atletas em treinamento e competição no exterior nos meses de fevereiro-março;

• Em conjunto com as áreas médicas das Confederações Olímpicas, elaboração de protocolo de volta à normalidade para os treinamentos esportivos (em andamento);

• Cessão de material do Centro de Treinamento Time Brasil para uso de atletas das Confederações Olímpicas em suas casas no período de isolamento social;

• Elaboração de tutorial em vídeo com orientação de exercícios para atletas se manterem ativos em casa;

• Confecção de cartilha com cuidados de prevenção distribuída para toda a comunidade olímpica brasileira;

• Reunião com Chefes de Equipe das modalidades dos Jogos Tóquio 2020 para atualização e ajuste do planejamento;

• Suporte de gestão às Confederações Olímpicas, com reuniões e seminários nas áreas: jurídico, comunicação e marketing, programa GET (Gestão, Ética e Transparência) e capacitação (cursos do Instituto Olímpico Brasileiro);

• Ampliação do prazo de envio de evidências pelas Confederações para atualização de sua situação no programa GET;

• Doação de cestas básicas a alunos das escolas municipais atendidas pelo projeto Transforma (em execução);

• Criação de material lúdico disponibilizado gratuitamente pelo site e redes sociais do COB para crianças (cadernos de colorir e passatempo);

• Campanhas digitais para conscientização dos protocolos de prevenção ao novo coronavírus (#UmÚnicoTime e #TimeBrasilemCasa) e apoio à linha de frente.

Missão: Jogos Olímpicos de Tóquio

Os jogos foram adiados em um ano.

Devido as diferentes reações dos países em relação ao vírus, é difícil precisar como chegarão os atletas para as competições que serão realizadas no Japão.

A possibilidade que adversários, de países com condições e realidades mais avançadas sobre a questão da pandemia, entrem na frente, nesta corrida pelo Ouro Olímpico, é maior.

No Brasil, o momento é de incerteza.

Embora exista a redução de investimento no ciclo olímpico, até o ano passado, a preparação brasileira nos diferentes mundiais* classificatórios para as Olimpíadas, estava boa. Especialistas, da área esportiva, apontam que isto é reflexo do maior investimento realizado pelo COB, na preparação dos atletas para o Rio 2016. Um valor que chegou na casa dos R$ 3,8 bilhões.

Além disto, há uma boa expectativa pela adição das novas modalidades. O surf, o skate e o karatê contam com bons nomes, que somados aos atletas de outros esportes, podem garantir medalhas para o país.

Até o momento, 124 atletas brasileiros possuem índice olímpico para 17 modalidades esportivas. Em entrevista ao site, UOL Esporte, o  vice-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e chefe da missão do Time Brasil em Tóquio, Marco Antonio La Porta, disse que o país deve chegar aos Jogos Olímpicos com mais de 280 atletas.

As competições estão paralisadas devido ao coronavírus. O certo é aguardar para saber como será a realidade do esporte nacional quando estivermos no estágio do “novo normal”.