Dica da EMA – Re-Animator: A Hora dos Mortos Vivos

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A obra de H. P. Lovecraft,escrita no período entre guerras, é quase profética naquilo que aborda. Diferente de outros grandes autores de ficção futurista (num sentido amplo), sua produção não antecipou acontecimentos históricos ou futuras invenções, mas inaugurou diversos temas que encontrariam ressonância durante a guerra fria, como zumbis e monstros extraterrestres.Re-Animator: A Hora dos Mortos Vivos, é inspirada no conto Herbert West – Reanimator, de 1922. O filme foi o primeiro do prolífico diretor Stuart Gordon e tornou-se um ícone do horror trash.

Herbert West é um estudante americano recém-chegado à Universidade Miskatonic, após ter sido expulso da universidade de Zurich em circunstâncias incertas. Logo na chegada, West é apresentado ao dedicado Dan Cain, com quem passa a dividir residência. Os estranhos hábitos do novo residente incomodam a namorada de Dan, Megan Halsey. Uma noite, notando a ausência do gato da casa, Megan invade o quarto de West e descobre o animal morto, em um frigobar. Poucos dias depois, na presença de Dan, este gato será a primeira das muitas criaturas ressuscitadas por seu colega.

Apesar do gênero pouco prestigiado, A Hora dos Mortos Vivos recebeu elogios de grande parte da crítica e chegou a ser premiado no festival de Cannes. Naturalmente, a obra não aspira a qualquer grau de profundidade, ignorando as muitas possibilidades de reflexão trazidas pelo tema. Diferente de outros filmes trash, no entanto, o enredo, as atuações e os efeitos especiais são excelentes. A narrativa, ainda que simples, entretêm do começo ao fim. Gargalhadas se alternam com caretas, conforme nos deparamos com um grau cada vez maior de absurdos e exageros. Esta característica fez com que alguns chegassem a traçar paralelos com o surrealismo de Luis Buñuel. Hipérboles à parte, Re-Animator: A Hora dos Mortos Vivos não deixa de ser um grande filme – para aqueles com estômago.

 

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