Goleiro desde criancinha: Conheça Diego Molina

futebol amador, Diego Molina

Diego Molina fazendo uma defesa (arquivo pessoal do atleta)
Diego Molina fazendo uma defesa (Arquivo pessoal do atleta)

Recentemente, o Santa Quitéria anunciou a contratação do goleiro Diego Molina, para tornar ainda mais forte a meta auriverde. Diego é goleiro desde criança. Começou nas categorias de base do Coritiba, atuou pela equipe de juniores do extinto Malutrom e jogou profissionalmente por Rio Branco de Paranaguá, Espírito Santo, além de ter passagens por clubes do Interior do Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo.

 

Em 2011 chegou no futebol amador, começando por Combate Barreirinha e tendo passagens por Trieste, Iguaçu e Inter de Campo Largo. Entrevistamos o novo arqueiro do Quitéria para saber mais de sua trajetória no amador e no profissional, sua escolha pelo clube auriverde e as diferenças de jogar pela Suburbana e no campeonato amador de Campo Largo.

 

Bruno:

— Primeiro, fale sobre sua carreira no futebol. Onde e como começou? Por onde passou? —

 

Diego:

— Eu comecei a jogar bola desde novo. Fui goleiro minha vida inteira. Eu tive uma passagem com 10 anos pelas categorias de base do Coritiba, depois permaneci rodando algumas escolas. Com 16 anos, eu tive a oportunidade de fazer uma avaliação no Malutrom, na época, e passei. Eu tinha idade de juvenil, mas já estava no juniores, fiquei entre os 16 e 17 anos ali no Malutrom.

 

Com 18 anos eu assinei contrato com o Rio Branco de Paranaguá, aí começou minha carreira profissional. Passei pelo Espírito Santo; Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul; Juventude, que era um clube de terceira divisão aqui do Paraná; Votuporanguense (SP), Itauna e Vila Nova (MG). Então eu vim pro futebol amador em 2011, começando no Combate Barreirinha. —

Diego Molina se prepara para repor a bola (arquivo pessoal)
Diego molina se prepara para repor a bola (arquivo pessoal do atleta)

Bruno:

—  Qual a diferença de jogar por clubes do futebol amador de Curitiba e de outras cidades, como em Campo Largo? —

 

Diego:

— […] Aqui em Curitiba por ter mais clubes e o investimento ser mais alto, o nível, a qualidade se torna um pouco melhor do que o campo-larguense. Não que o campo-larguense seja um campeonato fácil, até porque a gente cansa de fazer amistosos com os times de Curitiba, e a gente tem time pra bater de frente.

 

Mas normalmente o Inter de Campo Largo monta times mais fortes e já começa o campeonato tendo que ser campeão. Então eles já têm um investimento maior, alto pro campeonato. Mas nunca é fácil. Sempre a gente tem que dar o melhor pra alcançar o título. —

 

Bruno:

— Você defendeu a meta de Iguaçu e Trieste. Como foi pra você experimentar o Clássico da Polenta? É diferente? Qual lado preferiu defender? (risos) —

 

Diego:

— Eu joguei por três anos no Trieste, fui campeão da Suburbana, e joguei o clássico. Todo jogo que é de alto nível a gente encara como uma rivalidade; um clássico todo mundo quer vencer.

 

Pelo Iguaçu eu não joguei [era o goleiro reserva], não cheguei a jogar nenhum clássico, mas fiz parte de uma campanha campeã da Taça Paraná em 2018. É uma grande satisfação ter atuado pelos dois clubes. —

(arquivo pessoal do atleta)
(arquivo pessoal do atleta)

Bruno:

— Por que decidiu jogar pelo Santa Quitéria nessa temporada? —

 

Diego:

— Ano passado eu recebi um convite do Santa Quitéria, mas como eu já tinha apalavrado com o Inter de Campo Largo e também estava jogando o Amigos da Bola, eu não pude ficar na Suburbana. No campo-larguense normalmente os jogos são aos domingos, e aos sábados eu estava jogando outro campeonato.

 

Nesse ano, como eu não estou jogando o Amigos da Bola e não estou em nenhuma outra competição, abriram as portas para eu acertar com o Santa Quitéria. É um clube que eu admiro muito e tenho uma possibilidade boa com a comissão, por onde veio o primeiro contato e o convite pra eu acabar acertando esse ano com o Santa Quitéria. —

 

Bruno:

— pra terminar, você trabalha com treinamentos de futebol. Fale mais sobre esse projeto. Para quem você dá treino? —

 

Diego:

— Eu tenho uma escola de futebol, fica no Clube Rio Branco. O nome da escola é RB Soccer. E nos meus horários de folga eu dou personal pra goleiro. Eu trabalho com alguns meninos novos, outros do futebol amador. Um joga o campeonato da OAB, outros estão trabalhando para entrar em algum clube… Tenho dois atletas que são da categoria de base do Coritiba que estão treinando comigo também por fora. Então eu sempre faço esse trabalho de personal com alguns goleiros que estão treinando pra ter uma qualificação. —