Entenda como funciona alguns dos esportes paralímpicos presentes no Parapan

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Fernando Frazão/Agência Brasil)
Natação paralímpica (Fernando Frazão/Agência Brasil)

As partidas de tênis de mesa já começaram ontem, mas é nesta sexta (23) que acontece a abertura oficial dos Jogos Parapan-americanos Lima-2019. “Estou curioso, mas como funciona cada esporte?”

 

Vamos explicar alguns dos que talvez você veja pela televisão, começando pelo próprio tênis de mesa, que já está rolando.

Guilherme Costa, classe tt2, venceu os dois primeiros jogos do Parapan (Guilherme Zapp/CPB)
22/08/2019 – Jogos Parapanamericanos Lima 2019 – Tênis de Mesa – Guilherme Costa – Classe 2. (Crédito: Daniel Zappe/EXEMPLUS/CPB).

Os jogadores são divididos em 11 classificações (tt-1 a tt-11). Do tt-1 ao tt-5, atletas cadeirantes; tt-6 a tt-10, andantes e tt-11 atletas com deficiência intelectual. Vale lembrar que quanto menor a classificação, maior o comprometimento físico (o tt-1 é a classe com maior grau de deficiência).

 

tt-1 e tt-2 são compostas por atletas tetraplégicos, e tt-3 a tt-5, paraplégicos. Para os que jogam em cadeira de rodas, existe uma regra específica para o saque, pois a bola precisa sair pelo fundo da mesa. Se for em direção às laterais, o serviço deve ser refeito. A outra diferença é que o tênis de mesa paralímpico é decidido em melhor de 5 sets, não de 7, como no olímpico. De resto, é o mesmo jogo.

 

No atletismo, as classificações vão do t/f-11 a t/f58. Do t-11 ao tf-13, são atletas com deficiência visual; tf20, deficiência intelectual; tf31-tf38, pessoas com paralisia cerebral; tf41-tf47, atletas com membros amputados ou nanismo; tf51-tf58, atletas em cadeira de rodas.

O “T” quer dizer provas em pista (corrida e saltos), enquanto “f” em campo, os arremessos e lançamentos.

 

A natação está dividida em 14 classes. S-1 a s-10, pessoas com deficiência física/motora; s-11 a s-13, deficiência visual e s-14, deficiência intelectual. Mesma lógica do tênis de mesa: quanto menor a classe, maior o comprometimento.

 

As provas são as mesmas. As únicas diferenças estão na saída ou virada. Você talvez repare que em classes menores, os nadadores terão ajuda de sua equipe técnica na arrancada e na chegada.

Há também uma diferença no revezamento. Atletas de diferentes classificações entram na água. Então, a soma não pode ultrapassar o limite da prova (alta ou baixa). Prova alta=34, prova baixa=20. Assim, numa prova alta, podem ser escalados três s10 e um s4, por exemplo.

Basquete em cadeira de rodas (Foto: internet)

O basquete em cadeira de rodas é praticado por pessoas com deficiência físico-motora. No jogo, a única regra que difere do basquete olímpico é a do tempo de posse de bola: são 30 segundos que uma equipe tem para pelo menos acertar o aro, em vez de 24. O tamanho da quadra, o número de jogadores por equipe e a altura da cesta são as mesmas do basquete “convencional”.

 

Os jogadores são classificados de 1 a 4,5. A soma dos cinco atletas que estão em quadra não podem ultrapassar 14 pontos.

 

O Surto Olímpico fez um guia dos esportes paralímpicos. Lá, você também pode acompanhar como é o rugbe em cadeira de rodas, badminton, levantamento de peso, goalball, entre outras modalidades que estarão presentes. A Cultura estará atenta a tudo o que vai acontecer no Parapan.