Entrevista | Pasqualin na terra do covid


Eu já era louco pelos Ratos de Porão. Escutava e absorvia tudo o que o João Gordo dizia em seus programas na MTV e na 89 – A Rádio Rock de São Paulo. Em uma dessas incursões televisivas, o Gordo apresentou outros ratos…

Uma banda chamada Mukeka di Rato. Escrito errado mesmo. Era uma forma de homenagear as bandas punks finlandesas como Rattus, Kaaos e os próprios brasileiros dos Ratos de Porão.

Talvez tenha sido 97/98, a banda ainda promovia o lançamento do seu primeiro disco “Pasqualin na Terra do Xupa-Kabra” quando eu os conheci e fiquei alucinado pela banda.

O nome Mukeka di Rato veio de uma reportagem que os integrantes da banda assistiram na tevê sobre pessoas que comiam ratos na periferia de Pernambuco. O nome do primeiro disco “Pasqualin…”, O nome da banda e as letras ácidas, bem-humoradas, críticas, conquistaram um jovem de 15/16 anos.

Dêem só uma olhada:

“O índio tá vestindo camisa escrito USA

O índio tá assistindo um seriado na TV
O índio tá aprendendo a violência na “telinha”
O índio tá usando a violência em você!
O que é o índio? Esse eu não sei!
Só conheço o Batman e o Superman!
I wanna speak Tupi Guarani!!!”

Tem outra:

“Essa é uma história muito triste
Da vida de um pobre Deputado
Seu salário não dava pra nada
E ele vivia sem roupa coitado!
Um dia teve uma ideia genial:
“Vou criar o Auxílio Paletó”
Mas o povo ingrato reclamou
E ele continua sem roupa, que dó!
Ah, Féladaputa – Ah, seu desgraçado
Você não se envergonha? Então olhe pra seu lado
Os meninos se drogando, gente faminta sem lar
Hospitais caindo aos pedaços e você só pensa em roubar
Só pensa em si mesmo, só pensa em enriquecer
A fome na sua frente e você finge que não vê
Mas é bom ficar esperto e não dá bobeira não
Pra nunca precisar usar o Auxílio Caixão
Que pena, pobre Deputado!
Que pena desse Féladaputa!
Porque não auxílio Saúde? Porque não auxílio Alimentação?
Porque não auxílio Cultura? Porque não auxílio Educação?”

Para um jovem revoltado como eu era, isso era perfeito, essa música abaixo então, era um dos principais momentos do disco, quando um dos integrantes da banda ligava para um pastor de uma igreja e aplicava um trote, e aí entrava essa porrada aqui:

“Enfia a mão no bolso querido Irmão!

Nos dê, o seu dinheiro com emoção!!

Eu sinto, seu coração está em festa!

Deus, gosta de gente de mão aberta!

Compre, seu lugarzinho no paraíso!

Lá, a água é limpa o Céu é lindo!

Se, a contribuição aumentar

a gente arruma, uma casinha de frente ao mar

Irmãos!!!!!

Igreja, ladrões, mentira, desgosto

Ódio, sem medo com raiva, com nojo!

Pressiono o padre, disfarça, fingindo

Revela-se a farsa a máscara caindo

O que alimenta mais? Uma hóstia ou um pão?

Eu nunca vi criança encher barriga de oração

A reza é coberta quando o pobre sente frio?

Salário pra pastor alguma vez você já viu?

Não quero ser obrigado a me confessar

O dizimo é sinônimo de assalto, eu nunca irei pagar

Eu não dou valor pra padre, papa ou pastor

vamos vender o ouro do Vaticano

vamos linchar pastores profanos

não venerar imagens de santos

deixar que a bíblia apodreça em um canto

Respeito sua Religião, espero que te faça bem

mas não me imponha essa merda, eu quero respeito também!”.

Eram letras punks, de jovens também revoltados. Como não se indignar morando nesse país? O som era bem cru, tosco para alguns, mal gravado. Eu achava fantástico.

A banda formada por Brék (bateria), Mozine (baixista), Paulista na guitarra e Sandro no vocal, soltou o segundo disco em 1999, “Gaiola” continuava a porradaria.

Com as turnês malucas promovendo os dois primeiros discos, a banda tocou pelo Brasil todo, acabou desgastando muito o vocalista Sandro, que acabou deixando a banda, para o seu lugar, entrou o roadie Bebê, ele já fazia backing vocals para a banda .O som do Mukeka ficou ainda mais pesado. Com o gutural de Bebê (veja você…), somado com as influências de metal, crust, grind e hardcore da banda, o terceiro álbum também virou um clássico, e na minha opinião, o melhor da discografia da banda.

As letras ficaram mais afiadas e poderosas, saca só:

“a perna podre encontrada no esgoto

Seria do craque da seleção?
E o crack fumado por mendigos da esquina,
do astro engolidor de isqueiros da depressão?
O peitão de silicone, a cerveja e o cu
Um pedaço da cruz com DNA de Jesus.

Viva a televisão
Um show de horror medíocre e diversão!

A lista dos atores que tem gonorréia
O milagre emocionante do pastor vidente
Vendemos cocaína pelo telefone
Depois do discurso do Presidente
A festa do cachorro daquela filha da puta
E o funeral ao vivo da filhinha da Xuxa.”

Mais uma:

“As vezes o Diabo é mais Gente Boa que Deus

“Ei, quem é você?
Você é Diabo ou Deus?
Você é bem ou mal?
Mocinho ou vilão?
Você tem que escolher
Mas você está cercado
Sendo observado
E não pode ser Diabo.
Mas você quer ser do mal
Ou alguém te quis assim
Me diz o que é bom
E o que é mau pra mim,
Porque agora eu vou ser Deus
Sorrindo pra você.
Mas depois vou ser Diabo
Com prazer em te fuder!

As vezes o Diabo é mais gente boa que Deus
Seja amigo do Diabo, mantenha o xaveco com Deus

Deus pode ser Diabo
Disfarçado de Deus
Cercado de Demônios
E Anjinhos ateus
Debaixo da minha cama
Rogai por minha alma
Atenta minha vida
Me faz perder a calma
O Diabo companheiro
Traçando meu caminho
Deus me deixa cego
E me manda ir sozinho
No meio eu te encontro
Você é Diabo ou Deus?
Não vejo diferenças
Você é como eu.”

Com a capa de Fernando Gonzales, do crássico Níquel Náusea, o disco é uma coleção de hits macabros, nojentos e vitoriosos.

Ficou curioso? Ouça aqui:  https://youtu.be/7r1FalsUmHE

Depois de várias coletâneas em que a banda participou pelo mundo, eps, e turnês, muitas turnês. E mais um grande álbum com o Bebê: “Máquina de Fazer”. O vocalista abandonou o barco, dizem que até hoje ninguém sabe onde o cara está. Sandro voltou para compor o excelente álbum “Carne”. Uma das melhores canções da história da música pesada brasileira, confira aqui:

“Carne de cobaia iraquiana

John Wayne, estupre uma criança

Bento XVI, vire-se a Meca

Bush, dê-nos esperança!

Petróleo é de beber com um gosto de amargar

O sangue faz a máquina girar

Morre um ditador na América do Sul

César! Fogo! Nu!

Isso é religião, política, loucura

Meu Deus! Osama nas alturas!

Os seus cowboys vampiros têm os olhos azuis

Tirem esse índio dessa cruz!

O clone do humano, o clone da ovelha

O rosto de Jesus na imagem da besta

Montados em seus cavalos exterminando os negros

O lixo, o resto, o feio

O mundo é uma maravilha, mas não posso viver

Pois sinto nojo de tudo que vejo

Inclusive da minha cara cínica no espelho

O que me deixa em intenso desespero

Essas engrenagens querem me amassar

Eu quero deixar de existir

Cenas de terror que não saem da minha mente

Nunca mais vou conseguir sorrir

O mundo é uma maravilha, mas não posso viver

Pois sinto nojo de tudo que vejo

Inclusive da minha cara cínica no espelho

O que me deixa em intenso desespero

Essas engrenagens querem me amassar

Eu quero deixar de existir

Cenas de terror que não saem da minha mente

Nunca mais vou conseguir sorrir

Tem sentido procriar?

Pra onde prosseguir?”

O álbum Carne foi lançado pela grande gravadora Deck Music, com o produtor Rafael Ramos. 25 anos de banda comemoraram em 2020. Com Covid ou sem Covid, o Mukeka di Rato conta com a mesma formação que surgiu em1995, os capixabas de Vila Velha, amigos do Dead Fish (as duas bandas lançaram um vinil juntas), ainda vão causar muita polêmica por aí. É o que a gente espera.

Mozine, baixista, é o fundador da Laja Records, criador do personagem Crackinho, ainda integrante das bandas Merda e Os Pedrero. Mozine é uma lenda no underground. Em 2017 fiz uma entrevista com ele, confiraMozine, se você nunca ouviu falar dessa pessoa, você deve ter morado nos últimos anos em Plutão.

Baixista de uma das principais bandas de hardcore do Brasil, o Mukeka di Rato, integrante e um dos líderes das bandas Os Pedrero e Merda, Mozine é um cara incansável. Por mais que ele diga que está cansado.

A frente da gravadora Laja Records-e também loja de roupas, com todos os artigos possíveis, incluindo aí o ídolo da criançada: Crackinho, Mozine (autor do livro Una Gira En Sudamerica- Com o Conjunto de Música: Rock Merda) ainda tem tempo de responder entrevistas.

Mozine definitivamente é um dos últimos heróis do underground. Confira:

Pedro: Mozine, 20 anos de banda completados no ano passado, o que você diria para o fã do Mukeka se ele pedir mais 20 anos?

Mozine: No atual ritmo que são menos ensaios e menos shows, é capaz até que aconteça, a não ser que a cachaça ceife nossas vidas antes.

Pedro: Em 2017, vão completar 20 anos do Pasqualin na Terra do Xupa-Cabra, o que esse disco representou pra vocês? Existem planos para o relançamento?

Mozine: Na verdade o disco está em catálogo, tanto em cd como em lp, dessa forma a gente pode dizer que ele nunca foi relançado, e sim, sempre re-editado. Uma regravaçao desse disco, como o Ratos de Porão fez com o Crucificados pelo Sistema, regravando ele todo com uma roupagem atual, eu acho fora de cogitaçao. Acredito que cada disco tem sua historia, o Pasqualin é tosco, mau gravado, com erros, vozes horriveis, cansadas (afinal o Sandro(vocalista) gravou umas 15 musicas num dia só), mas o Pasqualin é assim, e assim tem que ficar. Representou muito pra mim e pro Mukeka, é o primeiro disco, tem várias musicas muito queridas que são impossiveis de ser cortada do set list, porém, ao mesmo tempo foi um disco que nos deu muito trabalho, principalmente na mixagem. Na epoca faltava dinheiro, foi bem duro fazer esse disco, gastamos economias pessoais, dinheiro de pai, de tio, e ainda rolou a síndrome da demo tape foda, que foi a eterna comparação do tipo “poxa, na demo tape essa musica era mais legal hein?”

Pedro: Se você pudesse escolher um álbum do Mukeka, qual seria?

Mozine: Carne.

Pedro: Sei que essa pergunta enche a paciência, mas por onde anda o antigo vocalista Bebê? Alguns fãs pedem a volta dos guturais no som da banda?

Mozine: Alguns fãs (poucos) conheceram o Mukeka di Rato com o Bebê, nem sabiam do Sandro, é mole? Tem muita gente que gosta do Mukeka mais com Bebê, mais com o Sandro e gosta mais dos discos. Eu acho o Máquina de Fazer um disco brutal, por mim tocaria ele inteiro nos shows. Não sei aonde anda o Bebê, depois da ruptura com o Mukeka ,ele se afastou (até onde eu sei) do hardcore, das bandas, e não nos vimos mais.

Pedro: O seu começo no rock and roll foi com o Mukeka, ou você teve outras bandas?

Mozine: Antes do Mukeka di Rato eu toquei numa banda chama Revolta Social e depois em outra chamada Carcará. As bandas existiam, praticavam alguns ensaios precarios mas nunca tocaram. O Revolta Social tem uma fitinha gravada, eu ficava batendo numas panelas e porta de armário, o som era anti música, noise, grind, a banda atualmente existe em Vila Velha com o nome de Revolta. Com o Carcará pode-se dizer que foi um pouco mais sério. A banda era formada por mim e Zuzu, esse cara que me ensinou (sic) a tocar baixo, era meu vizinho e amigo de infância. A letra de New Wave Índio eu escrevi nessa banda, depois passei pro Mukeka. Zuzu em 1998 montaria Os Pedrero comigo, ele gravou o primeiro CD da banda, Hard Rock Dreams, é o vocal e guitarra nesse disco, do segundo disco dos Pedrero em diante é outra formação, sem ele.

Pedro: Como consegue conciliar o Mukeka com as bandas Os Pedrero e Merda?

Mozine: A coisa tem se tornado mais complicado a cada dia que passa, porém, com todos os componentes de todas as bandas envolvidos com diversos projetos particulares,trabalho, filho, velhice, temos tocado bem menos, por opção, o que pra mim é bom, pois já me sinto cansado. Não dos shows ,nem da galera, porque essa é a melhor parte, mas a locomoção e os aeroportos que me matam. Eu por exemplo tenho muito prazer em tocar em SP, sempre os shows são bons, financeiramente é bom e tenho grandes amigos, mas as 2 horas de táxi que eu gasto do aeroporto até o hotel e/ou local do show já tiram meu humor quando eu coloco meus pés na cidade. Eu sou caipira da praia, gosto de ficar em cidades pequenas do lado do mar.

Pedro: Existem planos para outras turnês no Japão? Se você puder, nos conte um pouco sobre o dvd gravado nesse país

Mozine: Existem um plano / convite pro Merda ir tocar no Japão, mas não creio se isso pode mesmo acontecer. O DVD foi todo registrado pela gente, de forma caseira, e assim o Juliano Enrico (direto do dvd) passou. As pessoas dizem que a impressão que da após assistirem o dvd é que participaram da tour e isso é legal. Na época que estávamos fazendo o dvd, editando e re-editando eu creio que assisti isso umas 20 vezes, talvez seja por isso que eu nunca mais o vi, tambem porque odeio ver a minha imagem gravada, eu sinceramente não lembro de nada do dvd e o show em Vitória que vem de bonus (o dvd é duplo) é uma bosta. Vale pelas imagens, pela doidera, o PA se movendo no meio da galera, nego dando stage dive do segundo andar do local do show, mas o som é uma bosta, não consigo escutar.

Pedro: Atualmente todos os integrantes do Mukeka moram no Espirito Santo?

Mozine: O Brek (baterista) mora em SP e parece que vai se mudar para SC. O restante mora em Vila Velha.

Pedro: Como está a repercussão do último disco? É o álbum que menos tem letras em português, qual a razão?

Mozine: Sempre quisemos fazer um disco em inglês, espanhol, italiano, finlandês, que são as linguas de bandas européias de hc e crust que gostamos e das bandas americanas, que também nos influenciam muito. O disco dividiu opiniões. Alguns fãs creem até que é o melhor disco do Mukeka e dizem que deveríamos estar nessa linha sempre, desde o início da banda que para eles o Mukeka di Rato é isso. Outros torceram o nariz, principalmente os que curtem as partes mais leves e irônicas do Mukeka, músicas tipo “Minha Escolinha”, etc. Eu gosto muito. Geralmente eu não consigo e não gosto de ficar escutando os discos das minhas bandas, apenas dois discos consigo e gosto de escutar ainda: Índio Cocalero do Merda e esse disco do Mukeka. Apesar do som desse disco ser tosco, podre, mais pesado, tem muita produçao envolvida nele, isso graças a Fernando Sanches e Daniel Ganjaman, foi muito legal trabalhar com esses dois caras. O Ganja colocou na mixagem dosagens de delay nunca usadas no Mukeka di Rato, isso também dividiu opiniões, eu gosto.

Pedro: E a participação do João Gordo e do Giulio Bastardo do Cripple Bastards?

Mozine: São dois grandes amigos da gente. Conheci o Gordo e Giulio basicamente na mesma época, que foi uma tour do RDP na Europa, em 2001, foram 48 shows e eu convivi 6 dias com o Giulio na Itália, numa época de exageros descomunais. Desde então sempre mantivemos contato, negócios entre as gravadoras. Ficamos muito lisonjeados com a participaçao dos dois.

Pedro: O Crackinho é um herói nacional? Como surgiu a ideia de fazer esse boneco? A Laja Records é uma gravadora, loja de roupas, uma das mais importantes lojas virtuais desse estilo “roqueiro”, existem planos para criar uma loja física? Pessoas que nem sabem o que é punk-hardcore compram os artigos da loja, a que se deve essa popularidade?

Mozine: Existem diversas lojas físicas que representam a Laja, e creio que essas lojas serão as Lajas, muito improvavelmente eu abrirei uma loja. Gosto de ficar aonde estou, que é dentro da minha casa de cueca e de chinelo ouvindo Discharge, com a possibilidade de parar o que estou fazendo, ir na praia, e voltar pra casa e continuar trabalhando normalmente. Isso pra mim é felicidade, e não ter lojas, ganhar mais grana, ter filiais, etc. O quarto onde funciona a Laja é como se fosse o porão onde funciona a Recess Records, e assim vai ser. O Crackinho é um herói nacional sim.

Pedro: Vocês vão gravar um clipe do novo álbum?

Mozine: Temos algumas ideias mas não sei quando algo realmente vai sair do papel.

Pedro: Conte um pouco sobre a relação do Mukeka com o Hangar 110. Eu já assistiu vários shows nessa casa e sempre são intensos e com muito público.

Mozine: Felizmente a maioria das nossas relações com publico, casa de shows, contratantes, festivais tem sido essa: fidelidade e respeito. Costumamos chegar num lugar pela primeira vez e continuar indo sempre. Assim é com o Hangar 110. Reza uma historia que Mukeka di Rato e Dead Fish fizeram o primeiro sold out da casa. Somos recebidos lá sempre com muito carinho e é uma das minhas casas de shows preferidas.

Pedro: Você poderia citar algumas bandas nacionais que chamaram a sua atenção nos últimos anos?

Mozine: Sempre que me fazem essa pergunta eu digo isso antes: eu tenho uma gravadora, então, é impossivel eu não citar as bandas da Laja. Não se trata de marketing nem protecionismo, é que seu lanço essas bandas, é porque eu gosto delas, e são: Water Rats, Figueroas, Lo Fi, Bode Preto, Facada e a minha banda favorita das Américas, o Hablan por la Espalda. Outras bandas não Laja que gosto e tenho observado muito: Deb and the Mentals, Test. Ouço muitas coisas fora do hardcore, tem muita coisa de música brega, paraense, eletrônica que tenho curtido mas não vou citar aqui.

Pedro: Última pergunta, muito obrigado pela entrevista, o que o rock significa pra você?

Mozine: Significa me sentir um pouco mais jovem quando eu olho pros meus amigos de infância que tem a mesma idade que eu.

Pedro Pellegrino: com 7 álbuns lançados, o Mukeka me acompanhou quase a minha vida inteira, assisti shows lendários no Hangar 110, ao lado do metrô armênia, nesse 2020 maluco, eu só tenho uma coisa a dizer para a banda: obrigado!

Foto: Marina Melchers