Episódio 01 – Histórias de Lutas


Como as questões trabalho análogo ao escravo e tráfico de pessoas viraram objetos de políticas públicas no Brasil?

Dalila Figueiredo – Asbrad – presidente. Advogada e ativista dos Direitos Humanos.  É advogada e assistente social. Há 30 anos milita pelos direitos humanos. Referência no enfrentamento ao tráfico de pessoas, desenvolveu projetos em todas as regiões do Brasil, com especial atenção às fronteiras. Em 2002, mobilizou o país, em atividades de incidência política, para que o governo brasileiro aderisse ao principal documento internacional com diretrizes contra o tráfico de pessoas (Protocolo de Palermo). Desde então, luta pelo fortalecimento da rede nacional e pela universalização do atendimento humanizado às vítimas desse crime.

Ricardo Rezende – Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo (GPTEC NEPP-DH da UFRJ) –Professor. É professor associado na UFRJ, localizado no Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos, lotado na Escola de Serviço Social. É autor de livros e desenvolve pesquisas sobre escravidão contemporânea. Há mais de quatro décadas atua na militância contra o trabalho escravo. Em 1992, iniciou a participação de discussões na Procuradoria Geral da República quando foi criado o fórum contra a violência no Campo. Esteve também na ONU, em Genebra, denunciando a omissão do estado e na OEA, onde foram impetradas petições contra o governo brasileiro, em nome de três organizações. É referência intelectual e de militância contra a escravidão no Brasil.

Luís Antônio Camargo – Advogado. Procurador-geral do Trabalho (2011-2015), Subprocurador-Geral do Trabalho, aposentado. Ingressou no MPT, em 1989, foi responsável por um conjunto de mudanças de paradigmas institucionais que transformaram o combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil como prioritários na agenda do órgão e visíveis ao desenvolvimento de políticas públicas. Atualmente segue dedicando sua carreira à liberdade sindical e à defesa do trabalho decente.