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Cia. de dança de Florianópolis se apresenta no Festival Funarte Acessibilidança

julho 14 - julho 28

A Fundação Nacional de Artes – Funarte, em continuidade à programação do Festival Funarte Acessibilidança, apresenta nesta quarta-feira, 14 de julho, o espetáculo Convite ao Olhar, da Cia. de Dança Lápis de Seda, de Florianópolis (SC).

O grupo, que já circulou por várias cidades do Brasil, tem a inclusão e a diversidade presentes em seu próprio corpo de bailarinos. A exibição foi gravada para o Acessibilidança com recursos de acessibilidade (Libras e audiodescrição) e fica disponível no canal da Funarte no YouTube.
A montagem é a segunda da região Sul na agenda do festival, que segue com projetos das outras regiões do País até outubro.

A Companhia de Dança Lápis de Seda é formada por 10 bailarinos, entre eles pessoas com deficiências física e/ou intelectual, e é resultado da pesquisa de mais de 20 anos da diretora e coreógrafa Ana Luiza Ciscato. Cada integrante é parte do processo criativo e contribui para a composição dos trabalhos e temáticas.
O espetáculo apresentado agora no Festival Funarte Acessibilidança parte de elementos do cotidiano dos bailarinos e de como cada indivíduo reage a diferentes situações, destacando a importância da singularidade humana.

“Pretende-se desconstruir conceitos engessados com relação à deficiência, mostrando todos, sem distinção, como pessoas tão somente com limitações e capacidades variadas. Leveza, bom-humor e fuga de ideias preconcebidas marcam o espetáculo”, explica o coletivo.

A direção da companhia se aprofunda nas múltiplas experiências dos bailarinos, que incluem balé clássico, dança contemporânea, dança afro, técnica de danceability e teatro. O grupo já circulou por várias cidades de Santa Catarina e do Brasil e tem dois espetáculos montados no currículo, Convite ao Olhar e Será que é de Éter?.

Sobre a diretora e coreógrafa
Analu Ciscato é coreógrafa, pedagoga e professora de dança. Iniciou os estudos com Carla Perotti, em São Paulo (SP). Entre os professores de sua formação clássica estão: Yellê Bittencourt, Ismael Gueiser, Jane Blaut, Tíndaro Silvano, Liliane Benevetto, AddyAddor e Toshie  Kobayashi. Formada em dança clássica pela Royal Academy of Dance de Londres (1984), é professora registrada na mesma academia. É pós-graduada em psicoballet (1992), com curso no mesmo ano de metodologia em baléclássico na Escuela de Danzas Clasicas de Camaguey, com o maestro Fernando Alonso. Em 1994, fez cursos de especialização nas escolas Steps on Broadway e Martha Graham School, em Nova York (EUA).
Entre 1980 e 2001, atuou como diretora artística e coreógrafa do Ballet Carla Perotti, com a qual conquistou prêmios nacionais em balé clássico, balé clássico de repertório e dança contemporânea.
Criou e desenvolveu o projeto Criança que Dança em São Paulo (1996 a 2001), buscando a inclusão social e escolar de 200 crianças moradoras de favelas. Aplicou o método psicoballet na Associação Beneficente dos Excepcionais do Brooklin (1999 a 2001), em São Paulo; na Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae), de Rio do Sul (SC); e na Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), em Florianópolis (SC). Entre outras experiências, fundou e atuou como diretora na academia de dança Estação Dançar, em Florianópolis, entre 2003 e 2009 — a primeira escola de Florianópolis com uma proposta inclusiva, reconhecida pela excelência no ensino da técnica de balé clássico.
Desenvolve trabalho na Apae de Florianópolis desde 2006 e dirige o grupo de dança da instituição. Em 2011, atendeu convite da organização não governamental britânica Diverse City e do British Council para integrar o projeto Breathe, que gerou o espetáculo Battle for the Winds/Breathe.

O Festival Funarte Acessibilidança
O Festival Funarte Acessibilidança, em estreia na instituição, foi criado a partir das ações do Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual 2020. No concurso público, foram premiados 25 projetos de vídeos de espetáculos, que promovem o acesso de todas as pessoas à arte.
Cada contemplado no edital tem direito a um prêmio de R$ 31,2 mil, em um total de R$ 810 mil – sendo R$ 30 mil reservados a custos administrativos.
Com a iniciativa, a Funarte busca realizar novas ações a partir do uso das mais recentes tecnologias, estendendo, desse modo, um novo modelo para todo o Brasil. Assim, a Fundação reforça seu compromisso de promover e incentivar a produção, a prática, o desenvolvimento e a difusão das artes no país; e de atuar para que a população possa cada vez mais usufruir das manifestações artísticas. Criada em 1975, a Funarte segue, portanto, empenhada em acompanhar as transformações no cenário artístico e social.

O coordenador de Dança da entidade, Fabiano Carneiro, destaca a importância de se levar essa linguagem artística à população, durante o período de distanciamento social. “Estamos estreando o Festival Funarte Acessibilidança, um projeto inédito com foco na acessibilidade e na inclusão. Ao longo dos próximos meses, serão
apresentados espetáculos de dança das cinco regiões do Brasil, plenamente acessíveis ao público, contemplando uma enorme diversidade na sua programação”, explica o coordenador.

O festival foi lançado no dia 16 de junho, com o espetáculo Lua de Mel, da Cia. Lamira Artes Cênicas (Tocantins). Na semana seguinte, foi exibido Maculelê: Reconstruindo o Quilombo, do Grupo de Dança Reconstruindo o Quilombo (Rondônia). Solatium, do renomado Corpo de Dança do Amazonas, encerrou a programação de companhias da Região Norte. No dia 7 de julho, foi publicado o primeiro espetáculo da Região Sul, Flamenco Imaginário, do Rio Grande do Sul. Após Convite ao Olhar, será exibida, no dia 21 de julho, a montagem Do Avesso, do Grupo Nó Movimento em Rede, do Paraná. Os projetos contemplados nas demais regiões do País serão disponibilizados em seguida, até outubro, por meio do canal da Funarte no YouTube (bit.ly/FunarteYouTubeFestivalAcessibiliDanca).

No decorrer das apresentações, o coordenador de Dança da Fundação, Fabiano Carneiro, participará de uma “live” com diretores e artistas de dança, além de convidados.

Festival Funarte Acessibilidança
Acesso gratuito, no canal: bit.ly/FunarteYouTubeFestivalAcessibiliDanca
Com audiodescrição e Libras

Espetáculo Convite ao Olhar
Ficha técnica
Direção geral, coreógrafa: Ana Luiza Ciscato | Intérprete: Cláudia Passos | Direção musical, compositor e arranjador: Luiz Gustavo Zago | Bailarinos: Ana Flavia Piovezana do Santos, Aroldo Gaspar, Deivid Velho, Fabiana Cristina Marques, Fabio Yokomizo, Gabriel Figueira, João Paulo Marques, Maura Marques, Paulo Soares, Roberta Oliveira | Figurino: Emmanuel Boehing | Projeto gráfico: Ramon Noro | Captação de imagens: Cristiano Prim | Captação de imagens e edição: Pedro Palaia | Intérprete de Libras: Adrii Maders | Roteiro e narração-Áudio descrição: Beth Bieng | Produção: Companhia de Dança Lapis de Seda.

Agenda dos contemplados da Região Sul
Já disponível: Espetáculo Flamenco Imaginário, da Cia. Del Puerto (Rio Grande do Sul)
Dia 14 de julho, quarta-feira, às 20h
Montagem da dança Convite ao Olhar, da Cia. de Dança Lápis de Seda
(Santa Catarina)
Dia 21 de julho, quarta-feira, às 20h
Espetáculo Do Avesso, do Grupo Nó Movimento em Rede (Paraná)

Agenda dos contemplados das demais regiões
Região Nordeste – Dia 28 de julho
Região Centro-Oeste – Dia 15 de setembro
Região Sudeste – Dia 13 de outubro
Região Norte (espetáculos já disponíveis):
Lua de Mel, da Cia. Lamira Artes Cênicas (TO), Maculelê: Reconstruindo o Quilombo, dom Grupo de Dança Reconstruindo o Quilombo (RO); e Solatium, do Corpo de Dança do Amazonas

Os vídeos ficam disponíveis no canal da Funarte no YouTube após a exibição

Realização
Fundação Nacional de Artes – Funarte | Centro de Artes Cênicas | Coordenação de Dança Secretaria Especial da Cultura | Ministério do Turismo | Governo Federal

Mais informações para o público: [email protected]

 Foto: Espetáculo Convite ao Olhar (Divulgação)

Detalhes

Início:
julho 14
Final:
julho 28
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