HÁ 15 ANOS EU VOEI


O Pearl Jam foi fundado em 1990. Como um projeto que tinha quase tudo de novo para dar errado de Stone Gossard (guitarra) e Jeff Ament (baixista). Eles que em 1983 já gravavam discos com a (talvez) primeira banda de grunge, Green River.
Mark Arm (o inventor do termo grunge) junto com o guitarrista Steve Turner, também estavam nessa banda com os futuros-Pearl Jam. Mark Arm-o charmoso vocalista do Green River- tinha um cabelo que seria copiado mais tarde descaradamente por um tal de Kurt Cobain, cansou de discutir por uma ” diferente direção artística” com os companheiros de banda e pulou fora , levando consigo Steve Turner.
E fundou o Mudhoney.
Jeff Ament e Stone Gossard ficaram alguns anos meio perdidos,  até que, conheceram o vocalista Andrew Wood e criaram a próxima banda do século: Mother Love Bone. Antes do lançamento do primeiro álbum, Wood morreu de overdose de heroína.
Era muito azar para dois excelentes músicos que mais uma vez ficavam sem uma banda talentosa. Continuaram gravando músicas, e sem nada a perder, entregaram uma fita demo para o amigo, ex-baterista do Red Hot Chili Peppers, Jack Irons.
Jack conhecia um cara chamado Eddie Vedder. E aí a história de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, começava.
Mike Mccready, amigo dos embriões Jeff e Stone, entrou para o Pearl Jam e se tornou um dos guitar-heros dos anos 90.
Dave Abbruzzese na bateria. Essa se tornou a formação clássica do Pearl Jam.
Eu acompanhei o Pearl Jam desde os anos 90. Lá por 1995 eu me apaixonei pela banda.
Sempre torci por um show dos caras por aqui. Depois de ter visto milhões de shows: Titãs, Skank (o meu primeiro), Paralamas, AC-DC , David Bowie, Kiss, Rolling Stones, Bob Dylan, Charlie Brown Jr, Offspring, Raimundos, Sepultura, Ratos de Porão, Smashing Pumpkins, chegava a hora de finalmente assistir um show do Pearl Jam.
Esse malaco aqui e mais milhões de fãs do PJ esperaram 15 anos por isso. 7 álbuns depois, era a hora de ver um dos pilares do grunge.
Em 2005 escrevi um texto que representa bem o que eu senti naquela época. Perdoem os meus erros, e minhas loucuras, algumas coisas mudaram, mas o meu amor pelo Pearl Jam continua. O blog e o post são da época: https://enforquesenacordadaliberdade.blogspot.com/2005/12/uma-noite-em-seatlebetter-man.html

 

Eu tinha 23 anos em 2005, amigos, eu não imaginaria que estaria aqui 15 anos depois escrevendo sobre esse show.
O PJ é aquele amigo que nunca te abandona. É o amigo que nunca te decepciona. É o amigo íntegro, às vezes comete algumas cagadas, mas no final do dia, vocês vão tomar uma cerveja juntos, falar umas besteiras e balançar as cabeças gastas com tantos problemas ao som dos reis do grunge.
Há 15 anos eu voei. Eu assisti um dos shows da minha vida, comparo só ao do Bruce Springsteen. Que por sinal, o Eddie Vedder venera. Vedder venera. Ficou bacana. Há 15 anos eu voei. Eu continuo me emocionando, me rebelando com o rock and roll. Eu continuo não morrendo porque existe o rock and roll.