Nó da madeira

WagnerRengel;FaenaRossilho

Pé na tábua - Crédito: Faena Rossilho

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Aqui desta fresta da vida te vejo passando

Imperfeita

Não tanto quanto essas palavras

 

No espaço vazioaberto pelo sol e o tempo

Cabem dois dedos no desenho aonde havia um nó

Caído

Uma curva na fresta que coincide num instante do seu andar

Sincronia óptica que te faz desenho em sol, tempo e carne

Na vida

E nos meus olhos

 

Retrato guardado para quando não houver mais fresta

Nem nó

 

E você segue passando

No tempo que temos

Pelo espaço vazio

Imperfeita

Não mais do que essas palavras.

 

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