Oficinas de dança online levam cultura negra a alunos da rede municipal de Curitiba


Com o objetivo de demonstrar educacionalmente as riquezas da cultura negra através da dança foi que o projeto Ayoluwa, concebido pela coordenadora pedagógica Stephanie Fernandes, nasceu.

A ideia surgiu em 2019, quando Stephanie juntamente com outras mulheres negras perceberam a possibilidade de transmitir os valores civilizatórios afro-brasileiros por meio da dança nas escolas.

Inicialmente o Ayoluwa foi projetado para ser aplicado presencialmente, mas devido a pandemia precisou ser readequado com oficinas 100% onlines. “A gente pensou em oferecer aos alunos por meio da dança, uma forma de se reconhecer na cultura afro-brasileira, despertando sua identidade social para construção da cidadania”, explica Stephanie.

Ao todo são oito modalidades de dança ofertadas a alunos, de 8 a 16 anos, pertencentes à rede municipal de ensino de Curitiba. Atualmente, o projeto está voltado às unidades escolares das regionais Pinheirinho, Bairro Novo, Bairro Alto e Boa Vista. O projeto ocorre com oito aulas de cada modalidade, em que o estudante tem a opção de escolha da professora que deseja acompanhá-lo a cada módulo. As próximas duas turmas estão marcadas para iniciar em dezembro, com aulas entre 6 a 18 de dezembro e de 20 a 28 de dezembro. As inscrições podem ser feitas pelo link https://gramlink.co/oficinasayoluwa

Segundo Stephanie, a referência pedagógica aplicada durante as oficinas de dança basea-se nas obras de Azoilda Loretto Trindade, importante educadora que teve sua vida voltada para pensar teorias e práticas que contribuíssem para uma educação antirracista. “Precisamos muito memorar o trabalho da Azolida Trindade, pois ela teve uma vida repleta de atuações de suma importância para a história afro-brasileira. Os avanços que ela trouxe facilitaram os diálogos pedagógicos em sala de aula”.

Na literatura negra a palavra Ayoluwa significa “aquele que veio para trazer alegria para o nosso povo”, e conforme explica Stephanie é nessa temática envolvendo diversão que as aulas são ministradas. “A gente escolhe transmitir os valores afros de forma divertida, que permita aos alunos entenderem isso na prática. Pra não se vincular mais nossa imagem com a dor, mas sim com as nossas riquezas”, destaca.

As aulas abrangem não só danças afro-brasileiras, mas também danças contemporâneas como o hip hop e o ballet. “Nas danças afro-brasileiras o aluno vai passar por um apanhado geral sobre valores civilizatórios. Já na dança contemporânea a temática será reconhecer o nosso corpo e os corpos que nos constroem, abordando sobre nossa relação social e nossas escolhas”, conclui.

O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba e conta com produção de Marluce Oliveira, além do incentivo da Ebanx e apoio da Casa Quatro Ventos e da GH Produções.


Ficha técnica
Realização: Ayoluwa
Incentivo: Ebanx
Apoio: GH Produções / Casa Quatro Ventos
Coordenação geral: Gilmar Rhodrigues
Diretora Pedagógica e Proponente: Stephanie Fernandes
Assessoria Pedagógica: Demerval Silva
Produção: Marluce Oliveira
Equipe de Oficineiras
Professora e Artista: Laremi Paixão
Professora e Artista: Vanessa Marques
Professora e Artista: Giovana Marcon
Professora e Artista: Amanda Moreira

Equipe de Marketing

Design: Fernando Santos
Social media: Fabiola Gomes
Assistente de Mídia: Alisson Fernando Oliveira

Filmaker: Patricia Geronimo
Assistente de câmera: Cris Rosa

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Fotos: Divulgação