Primeira Edição do Voz Festival abre espaço para artistas independentes e engajadas na cena autoral


Criado para dar espaço a voz dos independentes, evento democrático une arte de diversas linguagens, política social e respeito as diferenças

Voz Festival – Arte e Diálogo é um grito de liberdade artística e também um chamado para a escuta, por um olhar mais tolerante, representativo, democrático e acolhedor, ampliando a voz de artistas da cena independente, com trajetórias ligadas a luta pelos direitos das pessoas que sofrem racismo, preconceito, discriminação e violência. É, ainda, uma oportunidade de desenvolvimento dos projetos artísticos paralisados pela pandemia, em diversas linguagens: música, literatura, poesias e nomes que vão da multiartista e ativista pelo direito à moradia no MSTC Preta Ferreira à apresentadora do programa de TV Drag Me As A Queen Rita Von Huntypassando pela produtora e influenciadora digital Dandara Pagu, o cantor e compositor Chico Salem e a ativista contra abusos em meios espirituais Tatiana Badaró, para citar apenas alguns.

Embora o nome seja Vozno singular, no conceito é plural, são vozes, múltiplas, a soma de vozes diversas com ideais comuns, que no fundo buscam o mesmo: ocupar seu espaço de direito como cidadãos, serem respeitados, incluídos na sociedade, felizes, livres para amar e serem amados e para ir e vir. Parece básico, mas estamos cada vez mais distantes deste lugar.

Serão quatro dias – 3, 4, 5 e 6 de março – com uma programação artística de música e poesiaentrelaçada com rodas de conversas reflexivas com profissionais atuantes na filosofia, política, históriateatro e outros. A transmissão será gratuita, ao vivo, através do canal do festival no YouTube, com audiodescrição e posteriormente legendada, ampliando a acessibilidade, provocando reflexões, questionamentos e inspirações, para que possamos compreender melhor as causas das minorias, colaborando para uma sociedade com mais empatia, respeito, espaço e igualdade, como nos assegura a Constituição Brasileira e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Em 2020, a produtora Luciana Cacioli idealizou e realizou um evento especial para o lançamento do videoclipe Só que Não, do cantor Chico Salem – realizado com a força coletiva voluntária de entusiastas da democracia de mais de 150 pessoas, entre equipe técnica e artística, com a participação, entre outros, de Arnaldo Antunes e Rita Von Hunty –, ambientado nos últimos acontecimentos da política nacional: o caos brasileiro, através de um espetáculo musical, teatral e circense. Na ocasião foi lançado um clipe manifesto, com a ideia de levar essa força do coletivo e ampliar a discussão sobre os temas abordados no clipe.

Fizemos o lançamento na Ocupação 9 de julho, que acabou se tornando um ato político-cultural, com uma programação que incluiu várias linguagens artísticas e uma mesa de diálogos com a presença da ex-prefeita, deputada federal pelo PSOL Luiza Erundina, Rita Von Hunty e outros”, conta Luciana. Essa experiência gerou a necessidade de expandir e promover novos encontros, surgindo assim o Voz Festival – Arte e Diálogo.

Diante de fatos como o aumento da violência contra a mulher, a morte precoce de crianças e crimes de homofobia – e ainda em isolamento –, as ações culturais, como as propostas pelo Voz Festival, posicionam-se como um local de esperança, entusiasmo e apoio, protagonizadas por artistas que resistem firmes na construção da cena musical e poética da cidade de São Paulo e atravessam a pandemia criando e se reinventando.

Entendemos que a arte é uma forte ferramenta de transformação, para quem pensa e desenvolve as obras, e o público que aprecia e se alimenta delas, para também atravessar o isolamento com vigor, diversão e alegria. Além de ampliar o olhar crítico e reflexivo sobre questões importantes para a igualdade e o desenvolvimento da sociedade, por meio da arte e do diálogo”, afirma sua criadora, Luciana Cacioli.

Voz Festival é realizado através do ProAC Expresso LAB, mecanismo da Secretaria de Estado e Cultura e Economia Criativa de São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo, e Lei Aldir Blanc, da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, do Governo Federal.

 

Programação Voz Festival – Arte e Diálogo

Transmissão online gratuita no canal do Voz Festival

YouTubehttps://www.youtube.com/channel/UCIJIF-b_eTFtUAARDcYsBXg

Classificação indicativa: 14 anos

 

03/03 (quarta) – 1° Ato – “Democracia e Cultura – Arte em tempos de censura” –

15h00/15h40: Abertura do Festival com Voz Poética “Deriva da Poesia” com Cris Rangel e Luz Ribeiro

17h/18h30: Mesa “Arte em tempos de censura” – mediação de Chico Salem com Rita Von Hunty, Preta Ferreira e Ekena

20h30/22h: Show Chico Salem e banda

 

04/03 (quinta) – 2° Ato – “Relacionamentos Abusivos” –

15h00/15h40: Abertura do Festival com Voz Poética “Deriva da Poesia” com Cris Rangel e Luz Ribeiro

17h/18h30: Mesa “Relacionamentos Abusivos” – medição de Tatiana Badaró com Ekena e Patrícia Gordo

20h30/22h: Show Ekena e banda

 

05/03 (sexta) – 3° Ato – “Racismo Estrutural” –

15h00/15h40: Abertura do Festival com Voz Poética “Deriva da Poesia” com Cris Rangel e Luz Ribeiro

17h/18h30: Mesa “Racismo Estrutural” – mediação de Preta Ferreira com Netão e Dandara Pagu

20h30/22h: Show Preta Ferreira e banda

 

06/03 (sábado) – 4° Ato – “Diversidade e Comunidade LGBTQIA+”

15h00/15h40: Abertura do Festival com Voz Poética “Deriva da Poesia” com Cris Rangel e Luz Ribeiro

17h/18h30: Mesa “Diversidade e Comunidade LGBTQIA+” – mediação de Rita Von Hunty com Luana Hansen e Gabriel Lodi

20h30/22h: Show Luana Hansen (Duo)

 

Vozes Presentes: Ao final das mesas de diálogo, os artistas exibirão cartazes informativos com telefones, sites e plataformas de apoio e acolhimento a vítimas de violência doméstica, racismo, crimes de homofobia, xenofobia, (disque denúncia 180, Decradi, Me Too Brasil, entre outros).

Voz Poética: A Intervenção poética “Deriva da Poesia” é uma intervenção onde as duas poetas convidadas, Cris Rangel e Luz Ribeiro, criarão poesias e prosas poéticas aliadas às temáticas propostas pelo projeto e deixarão a performance se compor através da integração com o espaço e à “deriva” de atravessamentos externos e internos de seus momentos criativos. Serão quatro episódios onde as poetas performarão poesias com elementos improvisados na hora, recitando, jogando com a palavra e interagindo ao vivo.

Plantando Vozes: Serão escolhidas 4 instituições, Bibliotecas do Estado ou Instituições comunitárias voltadas para jovens nas regiões localizadas em bairros de alta vulnerabilidade nas zonas sul, norte, leste e centro para receberem um conjunto de 4 livros e 100 discos para integrar a Instituição, com o objetivo de estimular a leitura e proporcionar o acesso ao conteúdo do Voz Festival:

ü  livros Tem Saída? Perspectivas LGBTI+ Sobre o Brasil – com textos de Jean Wyllis, Erika Hilton e outros

ü  livros Sobre o Autoritarismo Brasileiro – Lilia Schwarcz

ü  livros Por um Feminismo Afro-Latino-Americano – Lélia Gonzalez

ü  livros A Última Folha do Caderno – Lucas Afonso

ü  CDs (100 para cada kit) Chico Salem – Maior ou Igual a Dois

 

Informações sobre os artistas

Na música:

Chico Salem é um artista brasileiro conhecido por seu talento como instrumentista, cantor, compositor e letrista. Há 21 anos atua na banda de Arnaldo Antunes (Ex-Titãs, Tribalistas), com quem realizou centenas de shows pelo Brasil e pelo mundo, tem com ele parceria em diversas canções e produziu seu disco “Ao Vivo no Estúdio”, que ganhou o Prêmio TIM 2008. Como instrumentista acompanhou no palco grandes nomes como Marisa Monte, Carlinhos Brown, Luiz Melodia, Marina Lima, Elza Soares, Emicida, Adriana Calcanhoto, Zeca Baleiro entre outros. Com uma técnica instrumental impecável, Chico Salem une sua musicalidade à uma poesia consistente e um domínio vocal maduro, se mostrando, de forma muito carismática, um comunicador efetivo e envolvente que vem emocionando seu público em seus shows. Aos 24 anos lançou seu primeiro álbum intitulado 01 produzido por Alê Siqueira. Em 2016, Salem lançou Maior ou Igual a Dois, produzido por Guilherme Kastrup, um álbum que focava em registrar suas intersecções artísticas. O interesse pelos encontros fez com que Chico procurasse produzir parcerias com nomes como Zeca Baleiro e Arnaldo Antunes. Circulou, com essa turnê por cidades do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém, Brasília, Salvador, Curitiba e Fortaleza e países como Portugal e Argentina. Em 2018 e 2019 fez turnê com o Show “Raul Vivo” em homenagem aos 30 anos de morte do Raul Seixas, com uma linguagem contemporânea colocou sua identidade musical nos arranjos sem perder a essência da obra original. Em janeiro de 2020 lançou o vídeo clipe e o single “Só Que Não” música que fará parte do seu terceiro álbum que segue em processo de produção. Em fevereiro de 2021 lançará seu segundo single que faz parte do novo álbum, parceria com Arnaldo Antunes e com participação de Zeca Baleiro. Uma forte crítica a postura do governo em relação a pandemia.

Fruto de um geração de mulheres fortes e empoderadas, Ekena se consolida cada vez mais como uma das novas vozes potentes da música nacional. Desde 2010 no cenário da música autoral, a cantora despontou com seu primeiro disco ”Nó” (2017), em 13 faixas que discorrem sobre temas inerentes ao mundo da mulher contemporânea, viajando por canções românticas, mas sem deixar de lado o seu grito por liberdade e igualdade. O single “Todxs Putxs”, incluído na estreia da cantora, foi abraçado como hino feminista e reverberado. Aclamado por mulheres influentes da nova geração como Kéfera, Gabriela Hebling, Paola Oliveira, Bruna Linzmeyer, a faixa chegou a ser exibida algumas vezes em programas de televisão como Big Brother Brasil 2020. Regida por composições autobiográficas, agora a cantora se prepara para “Cíclica”, lançamento com previsão para o primeiro semestre de 2021. Através de uma nova roupagem entre o pop music e o tropical trap, Ekena foi responsável quase todas as funções do processo, de direção de arte a atuação e, enxerga o novo trabalho muito mais maduro. “A mudança foi muito grande, não amadureci só vocalmente falando, mas também como instrumentista”, conta.

Janice Ferreira, a Preta Ferreira, é multiartista, comunicadora inata e de formação. É a mais velha dos oito irmãos. Na adolescênci, veio da Bahia para São Paulo e, desde cedo, trabalhou para ajudar na complementação da renda familiar. Formada em publicidade, consolidou sua carreira na produção cultural. É também a autora e intérprete do single Minha Carne. Tem por missão “transformar o mundo, para o desenvolvimento cultural e econômico, a partir de pequenos grupos, com promoção da paz e justiça social”, pontua. Na Ocupação 9 de Julho, Preta organiza eventos culturais e socioeducativos, desde pesquisas acadêmicas, laboratórios, oficinas, shows e ações de saúde e lazer. Abolicionista penal e ativista pelo direito à moradia no MSTC.

Paulistana, DJ, MC, Produtora musical cultural e artística, Luana Hansen é atuante no movimento  hip-hop há 20 anos. Iniciou carreira com Grupo ATAL, ganhador do prêmio Hutuz de hip-hop 2005, seguindo em carreira produzindo seus  próprios álbuns e espetáculos, além de seus projetos culturais e sociais. Em suas letras traz sua realidade, empoderamento racial, orgulho LGBTQI+, ritmo e poesia.  Lançou de maneira autoral e independente três álbuns disponíveis gratuitamente nas plataformas SoundCloud e YouTube. Seu último álbum, Favela foi lançado no  Festival Fuzarka em Berlim 2018, seguiu por turnê nacional e internacional  –  Rio de Janeiro, Viena (Áustria), em 2018 e 2019, e  Linz (Áustria) com live performances, shows, palestras e workshops.  Atualmente também está no projeto @tribadostasmusic onde apresenta uma  nova versão do seu próprio trabalho, em performances audiovisuais  em parceria com @djmozzao. A temática foca no bem viver, no amor, no  orgulho e alegria como maneiras a superar os obstáculos culturais e sociais,  buscando rever rótulos e transpor paradigmas.  O show é militante e dançante, pesado e poético com músicas que são temas  de Marchas e Frentes Populares flutuando do rap ao funk, do trap ao samba,  futurista, dinâmico e de protesto.

Nas mesas:

Rita von Hunty é a persona drag de Guilherme Terreri, ator formado pela UNIRIO e professor de língua e literatura inglesa formado pela USP. Hoje atua no cinema e no teatro, apresenta um programa de TV (Drag Me As A Queen) e um canal no Youtube com 650 mil inscritos (Tempero Drag), além de oferecer palestras, cursos e formações que discutem, através dos Estudos de Cultura, temas centrais de nossas vidas em sociedade.

 

Gabriel Lodi, 33 anos, é um ator trans, transativista. Com formação em teatro pela Companhia Satyros, atuou nas três peças da Trilogia Anti Patriarcal, além de uma montagem independente da peça Agridoce, de Zen Salles. Participou também de duas web séries já lançadas e duas séries para TV, Todxs Nós (HBO) e, também na temática LGBTQIA+, Seus Olhos (Amazon Prime). No cinema está no elenco principal do novo filme da diretora Eliane Caffé, Para Onde Voam as Feiticeiras, que acaba de receber o prêmio de melhor filme no QueerPorto, Portugal.

Netão começou sua interação com a música em 1992, quando conheceu as oficinas de hip-hop em Diadema, participando de aulas de poesia, teatro, cinema, corais, projetos sociais e grupos das mais variadas vertentes culturais, construindo de forma natural sua formação. Atuando como roadie e diretor de palco desde 2002, teve a oportunidade de viajar para diversos países e cidades do Brasil conhecendo e absorvendo culturas e conhecimentos que deram e dão sustentação para sua música.

Atualmente se divide entre a carreira de backing vocal da cantora Elza Soares e também seu produtor executivo e técnico. O rapaz multitalentos chamou a atenção da cantora e aos poucos foi sendo inserido como integrante do show Deus é Mulher ao lado do cantor Rubi, que acompanha Elza desde o aclamado show do álbum A Mulher do Fim do Mundo (Grammy Latino 2017). Com singles autorais lançados nas plataformas digitais entre 2018 e 2019, em 2020 tem circulado com seu show em alguns espaços culturais independentes de São Paulo e região metropolitana. Seu primeiro EP, Sob Olhares, tem direção artística da poeta e produtora, Cris Rangel.

Doutora em Educação (UFBA), Tatiana Badaró, após ter sido vítima de abusos em meios religiosos por mais de 12 anos, decidiu se dedicar ao estudo científico sobre o assunto como forma de encontrar meios para denunciar. Em 2020 formalizou a denúncia, após 5 anos de perseguição e, nesse percurso, tornou-se ativista, tendo sido buscada por mais de 400 pessoas no primeiro mês de Instagram. Com isso viu a necessidade de formalizar essa rede de apoio e encaminhamento e funda a ONG Seja Potência, que tem como missão ajudar sobreviventes a VIVER de maneira Potente, à sua maneira, sem obrigatoriedades de denúncia ou qualquer outro padrão. Hoje a maior luta da ONG, e sua maior luta pessoal, é conseguir encaminhar um projeto de lei contra abusos em meios religiosos, para que os processos se tornem mais rápidos e menos violentos para as vítimas, proporcionando uma maior segurança para o exercício da fé no Brasil.

Ao lado do ativismo, ao qual se dedica mais de 30h semanais de maneira completamente voluntária, entre acolhimento a vítimas, encaminhamentos psicológicos, orientações judiciais e de comunicação, paga meus boletos trabalhando com mergulho de resgate e copywriting.

Profissional da indústria de produção cultural desde 2006, Dandara Pagu atua nas áreas de cinema, cultura popular, música e pesquisa. É ainda idealizadora do Bloco Feminista Vacas Profanas e atualmente, com a tragédia da pandemia, virou comunicadora digital com mais de 20 mil seguidores.

Patricia Gordo é artista, atriz, arte educadora, produtora cultural, gestora cultural, idealizadora e fundadora da Matilha Cultural e Cia Círculo dos Comediantes. Junto à Cia Rodriguiana, também atuou como atriz e produtora, em peças como Perdoa-me Por Me Traíres, entre outras. Idealizadora, cofundadora e produtora da Lótus Produções e Associação Zona Franca (Espaço Sociocultural no Bexiga), é atriz e produtora parceira da Velha Companhia de Teatro, em montagens de peças como Casa Submersa. Atualmente está pesquisando sobre relações abusivas/violência contra a mulher com o objetivo de trazer a consciência através de processos artísticos para mulheres e homens sobre o tema.

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As vozes poéticas:

Cris Rangel é poeta, arte-educadora e multiartista. Licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto-MG, é uma inquieta. Como ela mesmo se apresenta: “Uma pessoa indignada”, que atua como artista e produtora cultural há 20 anos. Se encontrou nas expressões artísticas e também realizando gerenciamento de carreira e direção artística de parceiros da música e literatura junto a Lyra das Artes, sua agência.

Escritora, lançou o livro de poesias Desaguar, publicado pela Editora Patuá em 2016, obra que teve uma boa receptividade do público e crítica no país e prepara novo livro a ser lançado esse ano de 2021.

Aficcionada por música, tem criado curadorias de conteúdo de redes artísticas e selos musicais e como difusora de música nova. Colabora para o site de música Hits Perdidos, integra coletivos de produtores e ativistas na focados na construção de políticas públicas mais equânimes e diversas na cidade de São Paulo e no país, como A Coletiva feminista As Mina na Frente, o Movimento SOS Técnica SP, Fórum (A)Gente da Música BR e Movimentos Culturais da cidade de SP.

Luz Ribeiro é poeta, atriz, slammer e apresentadora. Em tempos de redes sociais, prefere pousar em redes de balanços e afetos. @luzribeiropoesia tem alguns seguidores, mas Luz sonha em ter sempre com quem seguir. Integra o grupo de pesquisa e teatro Coletivo Legítima Defesa. Escreve desde que fora alfabetizada e nem por isso se acha poeta, sonha com o dia em que será poesia. Campeã do Slam Flup Nacional (2015), do Slam BR (2016) e semifinalista da Coupe Du Monde De Slam De Poésie (FRA, 2017),  Protagonizou  um  dos capítulos da série Bravos na TV Brasil. É ainda autora dos livros Eterno Contínuo (2013) , Espanca Estanca (2017) e Novembro [Pequeno Manual de Como Fazer Suturas]. 33 anos, raiou no verão de São Paulo, gosta de escrever com letrinha minúscula, nasceu antes de aquário pra presa não ficar. Luz é: mar-mãe de ben e filha-mar de odoya.