TODAS CONTRA AQUELE QUE NAO DEVE SER NOMEADO

JuanaDobro

Dados estatísticos da Justiça Eleitoral mostram que 52% do eleitorado brasileiro é formado por mulheres, somando 77.076.395 até fevereiro deste ano.A maioria, que representa 18.710.832 mulheres, está na faixa etária de 45 a 49 anos. Em seguida, aparecem as mulheres de 25 a 34 anos, que somam 16.241.206. Já em terceiro lugar aparece a faixa etária de 34 a 44 anos, somando 15.755.020 eleitoras. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, essas mulheres estão em plenas condições de exercer a soberania popular prevista na Constituição Federal de 1988, que define a possibilidade de votar e se candidatar nas eleições como um valor igual para todos.

A matemática é bem simples. Juntas, as mulheres somam 52,5% do eleitorado brasileiro. Portanto, se unidas, podem  impedir a vitória de um candidato que não as favorece.  Certo? Segundo a última pesquisa Datafolha, a rejeição ao candidato, que se manifesta contra os direitos das mulheres, cresceu nos últimos dias – principalmente entre elas: 49% não votariam de jeito nenhum nele, número que era 43% há menos de um mês. Vamos aumentar essa margem? Bóra lá!

As redes sociais iniciaram um grande movimento chamado de “Mulheres unidas contra o Bolsonaro”.  Em apenas 7 dias mais de 1 milhao de mulheres em prol da mesma causa: unidas contra o fascismo, a misoginia, a ignorancia, o preconceito; aderiram ao movimento. “Um milhão de vozes que gritam e exigem serem ouvidas, um milhão de olhos que miram um futuro que nos contemple, um milhão de braços erguidos pela luta, um milhão de corpos que existem e resistem, de corpos que não aceitam serem violados, deixados de lado. Somos um milhão de mulheres que não performam o papel de coadjuvantes! Somos protagonistas, senhoras de nossos destinos! Queremos alguém que nos represente, que esteja de acordo com nossas necessidades, com nossas pautas! Não aceitaremos menos,” De acordo com as moderadoras do grupo, ele destina-se a união das mulheres de todo o Brasil (e as que moram fora do Brasil) contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores. “Acreditamos que este cenário que em princípio nos atormenta pelas ameaças as nossas conquistas e direitos é uma grande oportunidade para nos reconhecer como mulheres”, explicam.

É com certa ânsia de vômito que venho usar este meu espaço para falar desta criatura, também conhecida como deputado federal Jair Bolsonaro. Preferia não dar a ele nenhuma linha. Mas é necessário conhecer melhor quem é esse patife e evitar que pessoas que não tem acesso à informação e à realidade política acreditem nas palavras proliferadas aos quatro ventos por ele, falando coisas como: “eu sou honesto”. Hein? Vamos lá! Tome um pouco do seu tempo para ler algumas justificativas que esclarecem isso tudo. Seguem:

 

Por que as mulheres (e homens) não devem votar nesse candidato fascista?

 

Nas redes sociais, as postagens do grupo contra Bolsonaro criticam não apenas as propostas do candidato, como a flexibilização do acesso a armas, mas principalmente suas declarações em relação à brecha salarial de gênero. Bolsonaro defende a ideia de que a equiparação no sistema privado não é competência política do Estado e até mesmo seu gabinete paga menos às mulheres.

O candidato também já deu inúmeras demonstrações de homofobia. Uma delas, em 2015, rendeu ao deputado a obrigatoriedade de pagar uma indenização de R$ 150 mil por danos morais. Durante o programa CQC, na época exibido pela TV Bandeirantes, Bolsonaro afirmou que nunca passou pela sua cabeça ter um filho gay, porque seus filhos tiveram uma “boa educação”, com um pai presente. Em outra oportunidade, o deputado deu uma declaração dizendo: “Ter filho gay é falta de porrada”.

Em 2014, o deputado federal ingressou com um pedido para realizar uma sessão de homenagem ao golpe militar de 1964. Porém, o presidente da Câmara dos Deputados da época, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), derrubou o pedido do parlamentar.Mas quando votou pelo impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016, ele justificou sua decisão favorável ao afastamento homenageando o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do Destacamento de Operações de Informação-Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), que foi torturador de Dilma. Quem sabe o mínimo da história do nosso País entende o tamanho do absurdo proliferado pela boca desse ser surreal visivelmente problematico.

Entre os piores espisódios protagonizados por este candidato do qual evitamos até mesmo falar o nome, está o ataque à deputada Maria do Rosário, que ganhou destaque até mesmo no tradicional jornal francês “Le Monde”, em 2014. Durante uma discussão, ele disse que só não a estupraria porque ela “não merece”, o que lhe rendeu um processo. O “Le Monde” o chamou de “misógino, homofóbico, racista e atrevido”. É dele, também, a seguinte frase: “Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”.Ver homens defendendo Bolsonaro já causa espanto. Que espécie de gente é essa que acredita nesta tese, de que há mulheres que merecem e outras que não merecem ser estupradas, como se o estupro fosse um brinde, um troféu, um ganho, praticamente um favor do macho para a mulher? É sério que vocês acreditam nisso?  Agora, muito, mas muito pior, a meu ver, é me deparar com mulheres saindo em defesa desta pessoa.

E não para por aí. Em 2016, em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, Bolsonaro se mostrou contrário à atuação de Organizações Não-Governamentais (ONGs) ligadas aos direitos humanos. “Eu cortaria todos os recursos para ONGs de direitos humanos”.Bolsonaro também não esconde posturas racistas. Durante uma palestra no clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em 2017, prometeu acabar com todas as reservas indígenas e comunidades quilombolas do Brasil, caso seja eleito. Em sua opinião, as reservas indígenas e quilombolas atrapalham a economia. “Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí”, destacou. Em maio deste ano, Bolsonaro concedeu entrevista ao El País onde deixou bem claro que pode simplesmente vender a Amazônia para empresários internacionais, caso seja eleito presidente. “A Amazônia não é nossa. Aquilo é vital para o mundo. A Amazônia não é nossa e é com muita tristeza que eu digo isso, mas é uma realidade e temos como explorar em parcerias essa região”, ressaltou.

Achou pouco? Quer mais motivos para não votar nesse senhor desequilibrado?Pois seus ataques horríveis já vêm de longa data.Em 1999, durante uma entrevista ao programa Câmera Aberta, da TV Bandeirante, Bolsonaro foi explícito: “Sou a favor da tortura. Através do voto, você não muda nada no país. Fazendo o trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil, começando com o (então presidente) FHC. Não deixar pra fora, não, matando. Se ‘vai’ morrer alguns inocentes, tudo bem, tudo quanto é guerra morre inocente”, declarou.

E a lista de insultos ainda é gigantesca… Mesmo tendo um imóvel em Brasília, Bolsonaro e um de seus filhos, Eduardo Bolsonaro, recebem dos cofres públicos R$ 6.167 por mês de auxílio-moradia.Ambos são deputados federais. O deputado recebe da Câmara o auxílio-moradia desde outubro de 1995, ininterruptamente. Seu filho Eduardo, desde fevereiro de 2015, quando tomou posse em seu primeiro mandato como deputado. Ao todo, pai e filho embolsaram, até dezembro de 2017, R$ 730 mil, já descontado o Imposto de Renda.Em janeiro deste ano, a Folha de S.Paulo divulgou uma ampla reportagem, na qual revela o crescimento vertiginoso do patrimônio da família Bolsonaro. Segundo a matéria, quando entrou na política, em 1988, Bolsonaro declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor em Resende, no interior no Rio de Janeiro, valendo pouco mais de R$ 10 mil em dinheiro atual.Hoje, ainda de acordo com a Folha, o presidenciável e seus três filhos, que também exercem mandato, são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca. Os bens dos Bolsonaro incluem, também, carros que vão de R$ 45 mil a R$ 105 mil, um jet-ski e aplicações financeiras, em um total de R$ 1,7 milhão, conforme consta na Justiça Eleitoral e em cartórios.

Basta né? Se pesquisar ainda acha mais malandragem desse ser desprezível.

 

 

 

 

 

 

 

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